domingo, 29 de outubro de 2017

As seis teorias da conspiração sobre o assassinato de JFK

EUA
Michael E. Miller
26 de Outubro de 2017, 23:20
Lee Harvey Oswald

O monte relvado, o Homem do Guarda-Chuva, Lyndon B. Johnson e o pai de Ted Cruz.

Alienígenas. Maçons. Mafiosos. Duplos. O Homem do Guarda-Chuva. Um trabalho interno.

Muito antes de existirem fake news, houve o assassinato do Presidente John F. Kennedy e a imensidão de teorias da conspiração que se lhe seguiram. 
Um autor estimou que os teóricos da conspiração acusaram “42 organizações, 82 assassinos e 214 outras pessoas de estarem envolvidas no assassinato”. 
Segundo um inquérito de 2013, 62% dos americanos acreditam que aconteceu algo mais do que apenas a acção de Lee Harvey Oswald, sozinho num sexto andar sobre a Dealey Plaza em Dallas.

Com o anúncio de Donald Trump de que pretende abrir ao público o lote final dos arquivos secretos sobre o assassinato, os historiadores e os teóricos da conspiração prepararam-se ansiosamente para analisar os registos.

Será que os documentos adicionarão combustível às teorias da conspiração que ardem há mais de meio século, ou irão pelo contrário privá-las de oxigénio de uma vez por todas?

Salvo alguma decisão em contrário de última hora por parte da Casa Branca, vamos descobrir rapidamente. 
Enquanto isso não acontece, eis algumas das mais prevalentes teorias da conspiração sobre o assassinato de JFK:

Múltiplos atiradores

Aquela que é talvez a teoria da conspiração mais duradoura de todas tem as suas origens não num qualquer lunático, mas na Câmara dos Representantes.

Uma semana após o assassinato, ocorrido a 22 de Novembro de 1963, o recentemente empossado Presidente Lyndon B. Johnson criou por ordem executiva a Comissão Presidencial Sobre o Assassinato do Presidente Kennedy – que ficou para a História como a Comissão Warren, nome derivado do seu presidente, o juiz do Supremo Tribunal Earl Warren.

Dez meses depois, a Comissão apresentou as suas descobertas: Oswald agiu sozinho, e o mesmo aconteceu com Jack Ruby, o empresário nocturno de Dallas que alvejou e matou Oswald dois dias após o assassinato de JFK.

Em 1976 – depois do caso Watergate ter abalado a fé dos americanos no governo e a exibição do filme de Zapruder ter permitido ao público ver o assassinato com os seus próprios olhos – a Câmara votou esmagadoramente a favor da criação de um comité que voltasse a investigar a morte de Kennedy, bem como a de Martin Luther King, assassinado em 1968.

Tal como a Comissão Warren, a investigação da Câmara dos Representantes não encontrou provas que implicassem a União Soviética, Cuba ou a CIA no assassinato de Kennedy. 
Contudo, o comité concluiu que “provavelmente” teria ocorrido uma conspiração, envolvendo um segundo atirador que estaria no infame “monte relvado”.

Essa hipótese foi desde então desacreditada, inclusivamente por reconstituições high-tech. Mas o mal estava feito.

A “grande contradição”, como lhe chamou um investigador de JFK, abriu a porta ao desenvolvimento de outras teorias da conspiração.

O Homem do Guarda-chuva

A mais famosa teoria que envolve múltiplos atiradores centra-se no “Homem do Guarda-Chuva”: uma figura vista a segurar misteriosamente um guarda-chuva preto no soalheiro dia do assassinato de Kennedy. 
Houve quem tenha especulado que o Homem do Guarda-Chuva disparou um dardo venenoso em direcção ao pescoço do presidente, imobilizando-o para permitir que Oswald, ou outros, disparassem o tiro mortal.

O filme JFK, de 1991, realizado por Oliver Stone e que alimenta as teorias da conspiração, mostra o Homem do Guarda-Chuva a fazer sinais aos seus cúmplices.

A realidade, no entanto, revelou-se bastante mais banal. 
Em 1978, 15 anos após o assassinato, Louie Steven Witt declarou perante o comité da Câmara dos Representantes que levara o guarda-chuva para provocar o presidente, não para o matar.

“Em algum momento a prova 405 conteve uma pistola ou arma de qualquer tipo?”, perguntou-lhe Robert Genzman, membro do comité, enquanto a audiência comparava o guarda-chuva de Witt com os diagramas de mecanismos secretos que disparavam dardos, ou balas, que os teóricos da conspiração haviam apresentado.

“Este guarda-chuva?”, perguntou um atónito Witt.

“Sim.”

“Não.”

Witt afirmou nem sequer ter tido conhecimento das teorias da conspiração relacionadas com o seu guarda-chuva até vários anos depois do assassinato, e que o guarda-chuva não passava de uma “piada sem graça” dirigida ao pai de Kennedy que tinha corrido monumentalmente mal (o guarda-chuva preto era a imagem de marca de Neville Chamberlain , primeiro-ministro britânico que tivera uma postura branda relativamente ao regime nazi, e que fora apoiado por Joseph Kennedy)

Umbrella Man, documentário de 2011 de Errol Morris, explora a maneira como, sob atenção microscópica, as coisas mais inócuas podem parecer sinistras.

“Se o Livro de Recordes do Guiness tivesse uma categoria para pessoas que fazem a coisa errada no momento errado no sítio errado, eu estaria em primeiro lugar”, disse Witt ao comité, “e a longa distância do segundo classificado.”

Um trabalho interno

Outra crença persistente é que as autoridades americanas estiveram de alguma forma envolvidas. 
Uma das teorias afirma que o tiro fatal foi disparado pelo motorista do carro de Kennedy, ao tentar disparar contra Oswald.
“Se olharmos para uma cópia de má qualidade do filme de Zapruder, parece que William Greer, o condutor, se vira e por cima do ombro dá um tiro na cabeça de Kennedy”, disse ao The Daily Beast John McAdams, autor de JFK Assassination Logic: How to Think about Claims of Conspiracy.
“Mas a verdade é que as suas mãos estão o tempo todo no volante; só nas cópias muito más do filme de Zapruder é que parece que não é assim.
”Uma teoria da conspiração mais generalizada é que a CIA – e até Lyndon B. Johnson – estiveram abominavelmente envolvidos.
Embora especialistas a tenham descartado como “ridícula” e “forçada”, essa teoria assumiu um papel central no filme de Oliver Stone. 
E foi também defendida por outro Stone: Roger Stone, o consultor político e confidente de Trump que persuadiu o presidente a abrir o acesso aos documentos sobre o caso.
“Percebo que mergulhar no mundo da pesquisa sobre o assassinato e da hipótese de uma conspiração possa levar a que olhem para mim como um extremista ou um lunático, mas os factos que eu descobri são tão convincentes que não me resta alternativa senão afirmar que Lyndon Baines Johnson foi o responsável pela morte de John Fitzgerald Kennedy, de modo se tornar presidente e a evitar o precipício político e legal em que estava prestes a cair”, escreveu Stone em The Man Who Killed Kennedy: The Case Against LBJ, publicado em 2013 e da co-autoria de Mike Colapietro.
(O livro, que acusa Johnson de cumplicidade em pelo menos seis outros assassinatos, cita também Richard Nixon, antigo chefe de Stone, que terá afirmado: “Eu e Lyndon queríamos chegar a Presidente, a diferença é que eu não seria capaz de matar por isso.”) Sean Cunningham, professor de História da Universidade Texas Tech, diz que não há provas que sustentem essa teoria.
“Johnson dá uma boa história e serve de explicação fácil”, afirmou ao The Daily Beast.

Cubanos e soviéticos

De todas as teorias de conspiração em torno do assassinato de Kennedy, esta é a mais provável de ser impulsionada ou desmentida pelos documentos que serão brevemente divulgados.
Como relatado por Ian Shapira, do The Washington Post, os especialistas acreditam que muitos dos 3 100 documentos anteriormente inéditos se relacionam com a viagem de seis dias que Oswald fez à Cidade do México, dois meses antes do assassinato. 
Alguns crêem que Oswald recebeu ordens de agentes soviéticos ou cubanos enquanto lá esteve.
Oswald tinha emigrado para a União Soviética em 1959, onde ficou dois anos e meio antes de retornar aos Estados Unidos, quando a sua dissidência já não era notícia. 
Em Setembro de 1963 viajou para a capital mexicana, tendo visitado as embaixadas cubana e soviética, aparentemente numa tentativa de se mudar para um dos países comunistas.
“Um oficial soviético que Oswald alegadamente contactou, Valeriy Kostikov, não era um simples oficial do KGB, pertencia também ao Departamento 13 do KGB, que o relatório da CIA descreve como ‘o departamento encarregado da sabotagem e dos assassinatos’, escreveu o Post em 1993, altura em que foi revelado um outro lote de documentos secretos.
Os historiadores estão assim muito interessados em saber o que o último lote de ficheiros irá revelar sobre os movimentos e encontros de Oswald na Cidade do México.
“Sempre considerei a viagem ao México o capítulo oculto da história do assassinato. 
Muitas versões saltam esse período”, disse a Shapira Philip Shenon, ex-repórter do New York Times e autor de um livro sobre a Comissão Warren. 
“Oswald andava a encontrar-se com espiões soviéticos e cubanos, e a CIA e o FBI tinham-no sob vigilância apertada. 
Não dispunham o FBI e a CIA de provas cabais de que ele era uma ameaça antes do assassinato? 
Se tivessem agido com base nessas provas, talvez não tivesse acontecido o que aconteceu. 
Essas agências podem estar com medo de que, se os documentos forem revelados, a sua incompetência e os seus erros sejam expostos. 
Eles sabiam o perigo que Oswald era, mas não alertaram Washington.
”Segundo algumas teorias, as agências secretas americanas sabiam do plano de Oswald, e deixaram que este se concretizasse porque queriam Kennedy fora de cena.
A CIA e o FBI investigaram o suposto envolvimento cubano e soviético, mas não encontraram nada. 
E tanto a Comissão Warren como o comité da Câmara dos Representantes descartaram esse possível envolvimento. 
Os próprios especialistas torcem o nariz a esta hipótese, apontando para o facto de que ambos os países consideravam ser mais fácil trabalhar com Kennedy do que com o seu vice-presidente.
Uma outra teoria da conspiração defende que, quando Oswald se mudou para a União Soviética, o KGB treinou um duplo que assumiu a sua identidade e matou Kennedy. 
O homem por trás dessa hipótese chegou a conseguir convencer a viúva de Oswald a dar-lhe autorização para exumar os restos mortais, o que veio a acontecer a 4 de Outubro de 1981. 
A equipa que analisou o corpo concluiu, “para além de qualquer dúvida”, que era efectivamente Lee Harvey Oswald quem estava enterrado no cemitério Rose Hill, em Fort Worth.
A máfia nos dias que se seguiram ao assassinato do seu irmão, Robert Kennedy teve a sensação horrível de que o acontecido era culpa sua.
De acordo com o biógrafo Evan Thomas, “Robert Kennedy estava convencido de que, de alguma forma, era responsável pela morte do irmão. 
Que as suas tentativas de levar a máfia a tribunal e de matar Fidel Castro eram a causa, que tudo lhe tinha explodido nas mãos, como costuma dizer o pessoal das secretas.
”Não há, no entanto, quaisquer provas do envolvimento do crime organizado no assassinato do Presidente e, mais uma vez, os especialistas rejeitam essa possibilidade.
Ralph Salerno, ex-detective da polícia de Nova Iorque que investigou o envolvimento da máfia no âmbito da averiguação do comité da Câmara dos Representantes, disse ter analisado “milhares de páginas de vigilância electrónica sobre líderes do crime organizado, por todo o território dos Estados Unidos" relativas à altura do assassinato, sem ter ouvido nada que considerasse suspeito.
O pai de Ted Cruz se há alguém que gosta de uma boa teoria da conspiração, esse alguém é Donald Trump. 
E o então candidato não se coibiu de, no ano passado, dar à Fox News a sua visão sobre o que se passou.
Trump, que estava nesse momento a discutir com o senador do Texas Ted Cruz a nomeação presidencial do Partido Republicano, alegou que o pai do seu oponente, Rafael Cruz, tinha sido visto com Oswald pouco antes do assassinato.
“O pai dele esteve com Lee Harvey Oswald pouco antes de ele ter sido morto”, disse Trump numa entrevista por telefone. 
“Toda a situação é ridícula! 
O que é isto? 
Não tenho razão? 
Antes de ele ter sido morto. 
E ninguém fala nisso. 
Toda a gente sabe, e ninguém fala disso!
”Aparentemente, Trump estaria a referir-se a um artigo de Abril de 2016 da National Enquirer, que tinha como título Pai de Ted Cruz Ligado ao Assassinato de JFK! 
O artigo estava acompanhado por uma fotografia que, segundo o tablóide, mostrava Oswald e Rafael Cruz a distribuírem panfletos pró-Castro em Nova Orleães em 1963.
Mesmo depois de garantir a nomeação, Trump manteve a amplamente desacreditada história.
“Tudo o que fiz foi ressalvar o facto de que, na capa da National Enquirer, há uma fotografia dele [Rafael Cruz] e do maluco do Lee Harvey Oswald a tomarem o pequeno-almoço”, afirmou Trump. 
“Não tive nada a ver com isso. 
Estamos a falar de uma revista que, francamente, devia ser muito mais respeitada. Apanharam o O.J. Apanharam o [John] Edwards. 
Apanharam isto. 
Quer dizer, se fosse o New York Times, teria ganho o prémio Pulitzer.

”Tradução de António Domingos
Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post

Zapruder filmou a morte de JFK e isso só lhe trouxe tristezas

EUA
Steve Hendrix
26 de Outubro de 2017, 23:21

Esteve quase a não levar a câmara.

A 22 de Novembro de 1963, o dia em que o nome de Abraham Zapruder iria para sempre ficar ligado a uma tragédia americana, o costureiro de Dallas que adorava fazer filmes caseiros tinha decidido deixar a sua Bell and Howell Zoomatic em casa. 
Foi a sua assistente que o convenceu de que valia a pena registar em filme o desfile do Presidente John F. Kennedy pela Dealey Plaza.

Quatrocentos e oitenta e seis frames depois, Zapruder tinha não só registado a História, tinha-a feito. 
O filme de 26 segundos que documenta o assassinato de Kennedy inaugurou a pré-história da era dos vídeos virais – cidadãos comuns a registarem acontecimentos extraordinários em vídeo. 
As suas imagens de 8 mm começaram por ajudar os investigadores da Comissão Warren a concluir que Lee Harvey Oswald tinha agido sozinho. 
Depois, dissecado e escrutinado até hoje, o filme de Zapruder tornou-se a base das suspeitas contra a explicação oficial, dando origem a uma espiral de teorias da conspiração que passaram a definir não só o acontecimento em si, mas também a própria era moderna.

“Sem o filme, creio que nunca se teria gerado tanta controvérsia sobre a Comissão Warren nem teríamos assistido a nada do que vimos nos últimos 50 anos”, afirma Josiah “Tink” Thompson, autor de “Six Seconds in Dallas” [livro que analisa o assassinato com base nas imagens de Zapruder, e que defende a existência de três atiradores].

Quando o relutante Zapruder subiu finalmente para um pilar de cimento a vinte metros de distância de Elm Street, estava inadvertidamente a colocar-se em posição privilegiada para ver o destino a acontecer.

“Um realizador de Hollywood não escolheria um sítio melhor”, diz Thompson. 
“E quando a limusina está no ponto mais próximo da câmara, a cabeça de Kennedy explode.”

Na semana passada, o Presidente Donald Trump reiterou a promessa de autorizar a revelação dos últimos documentos secretos sobre o assassinato de JFK que ainda se encontram sob a alçada do Arquivo Nacional.

À medida que historiadores, jornalistas e público aguardam para começar a lê-los na quinta-feira, as memórias rapidamente retornam a essa silenciosa e trémula sequência, tão arrepiante quanto familiar: o descapotável que se aproxima, uma multidão prestes a perder a inocência, o Presidente agarrado à garganta, a mancha carmesim do frame 313 (que não foi mostrado ao público durante 12 anos), o gatinhar instintivo de Jacqueline Kennedy pela mala, a precipitação da caravana em direcção ao hospital, e uma América mudada para sempre.

“O trabalho dele foi realmente notável”, diz Thompson sobre o cineasta amador.

Um feito que Zapruder preferiria nunca ter alcançado. 
O dono da empresa têxtil Jennifer Juniors, de 58 anos, que tinha emigrado para os Estados Unidos na adolescência, adorava os Kennedy. 
Desceu do pilar, pousou a câmara e começou a gritar: “Mataram-no! Mataram-no!”

“Acho que ele lamentava muito ter sido a pessoa que filmou aquilo”, diz Alexandra Zapruder, neta de Abraham, que escreveu no ano passado “Twenty-Six Seconds”, a história pessoal do efeito que o filme teve na sua família. 
“Não lhe trouxe nada senão desgostos.”

Segundo uma exaustiva linha temporal do JFK Lancer, site dedicado ao assassinato, no caos que se seguiu ao tiroteio Zapruder foi rapidamente levado por um agente dos serviços secretos a um laboratório da Kodak, onde o filme foi revelado na hora. 
Zapruder entregou duas cópias às autoridades e ficou com o original e uma outra cópia. Três dias depois, tinha vendido o original e todos os direitos sobre o filme à revista “Life” por 150 mil dólares, tendo depois dado 25 mil dólares à viúva do polícia morto por Oswald na fuga.

A decisão de Zapruder desencadeou uma profusão de batalhas legais, cópias piratas, decisões judiciais, actas do Congresso, dúvidas de autenticidade e acusações de aproveitamento e infracções de direitos de autor que se prolongaram durante décadas. Investigadores, jornalistas e legiões de teóricos da conspiração fizeram dele o pedaço de filme provavelmente mais dissecado da História, fazendo surgir das suas sombras coloridas personagens como o Homem do Guarda-Chuva, o Homem do Cão Preto e outras figuras da intriga.

Para muitos estudiosos de assassinato, o maior impacto de Zapruder foi lançar a dúvida sobre a conclusão central da investigação do governo: a teoria do atirador solitário. 
O aterrador clímax da sequência mostra uma pluma de sangue a irromper pela frente da cabeça de Kennedy. 
Oswald disparou por trás.

Isso gerou discussões sobre espasmos neurológicos e sobre o “efeito jacto” que nunca desapareceram. 
Para muitos, e porque a contradição nunca foi mencionada no relatório da Comissão Warren, a versão oficial está irremediavelmente em xeque.

“O clímax do filme não é o cenário que eles apresentaram”, acusa Thompson. 
“Se não fosse o filme, as contradições lógicas da Comissão Warren não teriam sido expostas.”

Thompson, ex-professor de filosofia formado em Yale que trabalhou na principal investigação da “Life” sobre o assassinato, crê que ainda hoje o filme nos vai revelando fragmentos da verdade. 
As versões digitalmente melhoradas abundam pela Internet e, quando combinado com dados acústicos, o filme de Zapruder ainda nos pode dar uma resposta definitiva, diz.
“O que estamos a perceber agora, 50 anos depois, é como o filme de Zapruder é tão bom a mostrar-nos o que aconteceu.
”Zapruder morreu em 1970, vítima de cancro. 
As discussões sobre quem matou JFK e sobre quem controlava o filme do assassinato sobreviveram-lhe em muito. 
Geraldo Rivera mostrou-o na televisão em 1975, incluindo o frame 313. 
Oliver Stone levou-o ao grande ecrã em “JFK”, de 1991.
A revista “Life” vendeu os direitos do filme de volta à família Zapruder em 1975, pela quantia simbólica de um dólar, e em 1999 o governo federal ficou com o original como uma “prova de assassinato” oficial, pagando em compensação 16 milhões de dólares à família. Em 2000, os Zapruder doaram os direitos de autor e o arquivo familiar ao Sixth Floor Museum, situado no antigo Texas School Book Depository, o edifício de onde Oswald disparou.
Em suma, o breve e eterno encontro de Zapruder com a História produziu um artefacto mergulhado tanto em provas como em dúvidas, preservando de forma perfeita o caos a 18 frames por segundo.
“Corporiza todas as contradições irresolúveis”, diz Alexandra Zapruder. 
“Não só as forenses e as balísticas, mas também as culturais, a nossa incapacidade para compreendermos o incompreensível.
Ӄ um filme onde nunca vamos ver um fundo negro.

Tradução de António Domingos
Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post

Um dia com os ficheiros JFK: avisos do FBI, estranheza em Moscovo e memes na Internet

EUA
Alexandre Martins
27 de Outubro de 2017, 19:04
John F. Kennedy foi assassinado a 22 de Novembro de 1963

É uma partida que já anda a circular na Internet há pelo menos dez anos: a pessoa recebe um e-mail com o endereço para um artigo muito importante, daqueles que vai mudar a sua vida para sempre, mas quando carrega na ligação é surpreendida com um vídeo do cantor britânico Rick Astley a cantar o seu mega sucesso dos 80's Never gonna give you up. Em inglês chama-se rickrolling e não vale a pena perguntar porquê – é a Internet.

Vem isto ao caso para se dar conta da consequência mais importante da da abertura de mais de 2800 documentos relacionados com a investigação ao assassínio do antigo Presidente norte-americano John F. Kennedy, a 22 de Novembro de 1963: à falta de informação nova, ou suficientemente sumarenta para criar mais problemas à versão oficial do que aqueles que ela já tem, muitos americanos foram para uma das ruas mais movimentadas da Internet, o Twitter, para fazerem piadas sobre a revelação desses documentos, autorizada na quinta-feira pelo Presidente Donald Trump.

Numa delas, a cantora e activista anti-Trump Holly Figueroa O'Reilly fez uma versão em papel do tal rickrolling: num documento com a insígnia do FBI, quase todas as palavras surgem censuradas com barras negras, menos as que formam os versos Never gonna give you up, never gonna let you down…


os ficheiros abertos ao público na noite de quinta-feira são quase os últimos que ainda estavam no segredo dos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos; quase, porque o Presidente Trump acabou por ceder aos apelos da CIA e do FBI para manter no cofre uns 280, pelo menos até 2018 – apesar de não haver uma explicação oficial e pública para esses apelos, é comum que as agências de espionagem e a polícia federal queiram preservar a identidade de certas pessoas e a exposição de determinados métodos de recolha de informação por mais algum tempo, até ficarem convencidas de que isso não poderá pôr em causa a segurança dessas fontes ou até a segurança nacional.

De acordo com as pessoas que andam desde 1922 a ler e a catalogar os cerca de cinco milhões de documentos sobre o assassínio de John F. Kennedy, os últimos registos (os que foram libertados na quinta-feira à noite) equivalem a 1% do total – os restantes já são do domínio público, a esmagadora maioria completamente legíveis e cerca de 11% censurados. Mesmo assim, vários historiadores e fanáticos das teorias da conspiração ficaram entusiasmados com a possibilidade de saberem mais sobre o que levou ao assassínio de um dos Presidentes mais populares da História dos Estados Unidos.

Até agora – e ainda vão passar semanas até que se saiba tudo sobre o que está naqueles 2800 documentos –, ninguém encontrou nada de sensacional. Ou seja, nada que reforce a tese de que o principal suspeito, Lee Harvey Oswald, teve a companhia de um segundo atirador e que foi instruído por Cuba ou pelo crime organizado. Segundo a versão oficial, estabelecida nas conclusões da Comissão Warren em 1964, Lee Harvey Oswald planeou sozinho o assassínio e agiu também sozinho; e quando ele próprio foi assassinado (dois dias após a morte de Kennedy), o homem que o matou a tiro, Jack Ruby, também fez tudo sozinho.

O que já se sabe sobre os novos ficheiros:
Aviso do FBI

O FBI avisou a polícia de Dallas de que havia uma ameaça para matar Lee Harvey Osvald, o principal suspeito de ter assassinado o Presidente John F. Kennedy. A informação está num memorando do então director da polícia federal, J. Edgar Hoover.

"Ontem à noite recebemos uma chamada nos nossos escritórios em Dallas de um homem que falava num tom de voz calmo e que dizia ser membro de um comité organizado para matar Oswald", escreveu Hoover a 24 de Novembro. "[O chefe da polícia de Dallas] assegurou que lhe tinha sido dada protecção adequada, no entanto isso não foi feito."


União Soviética preocupada

Os líderes da União Soviética consideravam Lee Harvey Oswald um "maníaco neurótico" que era "desleal" ao seu país, segundo um memorando do FBI  sobre a reacção soviética ao assassínio. Num outro documento, o então líder da URSS, Nikita Khrushchev, mostra-se convencido de que John F. Kennedy foi vítima de uma conspiração porque duvidava da eficácia do FBI e da polícia de Dallas – a nota da CIA sobre as declarações de Khrushchev indicam que o então líder soviético suspeitava de colaboração por parte de alguém na polícia de Dallas e dava a entender que acreditava no envolvimento da extrema-direita americana.


Cubanos contentes

O então embaixador cubano em Washington reagiu "com alegria" ao assassínio, segundo um outro memorando da CIA.

Oswald falou com "unidade de assassinos"

Segundo uma chamada telefónica interceptada na Cidade do México, Oswald esteve na embaixada soviética no dia 28 de Setembro de 1963 e falou com o vice-cônsul, Valeri Vladimirovich Kostikov. Voltou a ligar para a embaixada a 1 de Outubro, perguntando a quem o atendeu se "não havia nada de novo relativo ao telegrama de Washington". A CIA identifica Kostikov como agente do KGB e membro do Departamento 13, uma unidade responsável por sabotagem e assassínios. Esta relação de acontecimentos já era conhecida – a documentação agora divulgada só a confirma. 

À procura de Oswald

O departamento do FBI em Dallas tentou encontrar Lee Harvey Oswald em Outubro de 1963 (um mês antes do assassínio), segundo um memorando do departamento de Nova Orleães, porque Oswald era "uma pessoa de interesse segundo fontes cubanas", escreveu um agente.

Jack Ruby só queria publicidade?

O homem que assassinou Oswald tinha negócios de "raparigas e álcool" com os quais "a polícia não interferia". O informador do FBI disse estar surprendido que Ruby tenha assassinado Oswald "em vez de apenas se ter limitado a feri-lo numa perna para ter publicidade" – de acordo com os amigos, Ruby nunca teria disparado contra Oswald por patriotismo, como ele alegou, mas sim por dinheiro ou publicidade.

Tentativas para matar Castro

Mais um dado que não é inédito: a documentação detalha várias tentativas da CIA para assassinar líderes estrangeiros, sobretudo o cubano Fidel Castro. Num memorando de 1975, menciona-se que a CIA discutiu, em 1960, a possibilidade de assassinar o primeiro-ministro congolês Patrice Lumumba (fuzilado na actual Lubumbashi em 1961) e o Presidente indonésio Sukarno (morreu em 1970 num hospital em Jacarta). Há recibos que mostram os custos das operações, por exemplo em Cuba, no Congo e no Vietname.

FBI preocupado com teorias da conspiração

Num memorando de 24 de Novembro, o então director do FBI, J. Edgar Hoover, já se mostrava preocupado com o teorias da conspiração: "O que me preocupa mais é que devíamos ter alguma coisa para divulgar que possa convencer o público de que Oswald é mesmo o verdadeiro assassino."

Jornal britânico recebeu aviso

Num outro documento, o FBI tomou nota de que um jornalista sénior (não identificado) de um jornal britânico foi avisado por telefone de que iria acontecer "uma grande notícia" e que o jornalista deveria telefonar para a embaixada norte-americana em Londres. O telefonema feito para a redacção do Cambridge Evening News (actualmente Cambrige News) teve lugar apenas 25 minutos antes do assassínio de John F. Kennedy.

alexandre Martins@publico.pt

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Xi Jinping quer China “no palco principal do mundo”

PARTIDO COMUNISTA CHINÊS
ANA GOMES FERREIRA
18 de Outubro de 2017, 11:23
























Xi Jinping a discursar no Congresso

A China entrou “numa nova era”, a era em que “deve estar no palco principal do mundo”, disse o Presidente chinês, Xi Jinping, na abertura do 19.º Congresso do Partido Comunista Chinês, que decorre a partir desta quarta-feira em Pequim. 

A China, disse, pode “ser uma grande potência no mundo” e desempenhar “um importante papel na História da humanidade”.

O Presidente chinês, que acaba de cumprir o seu primeiro mandato de cinco anos, e tem mais cinco assegurados, disse que o modelo de crescimento chinês — o “socialismo com características chinesas” — “floresceu” e tornou-se um “novo modelo” que outros países em desenvolvimento podem seguir. 
“Outros países têm [agora também] esta escolha”, disse Xi.

É o Congresso, que se reúne de cinco em cinco anos e que se realiza à porta fechada, que determina quem manda na China. 
O comité central deverá escolher novamente Xi para secretário-geral (o cargo mais importante do país, que o torna Presidente da China). 

Pouco depois de o Congresso acabar — não há uma data determinada para o encerramento —, o partido divulgará quem são os novos membros do comité permanente do politburo, o órgão mais poderoso da hierarquia. 

Desde que Xi chegou ao poder, em 2012, as reformas económicas visando a modernização aceleraram-se. 
Xi tornou-se também mais controlador da cadeia de decisão. 
Xi apresenta-se desde o primeiro momento como um presidente transformador, como o foram Mao Tsetung (que instituiu a China comunista) e Deng Xiaiping (que iniciou a reforma e a abertura).

No discurso com que abriu o Congresso do PCC, que os analistas classificaram de “muito confiante”, percorreu os seus primeiros cinco anos no cargo e concluiu que a China está numa situação estável (conseguiu controlar o partido, em grande parte devido à campanha anticorrupção), conseguiu grandes feitos na economia e encontrou um lugar no mundo — até agora, nunca o Presidente ousara ligar o nome da China ao conceito de grande potência mundial. 
Foi a primeira vez que o fez — ainda que se tenha ficado pelo “pode” ser uma grande potência.

Xi confirmou que o seu modelo de gestão político-económico, o socialismo com características chinesas, é para manter e disse que o Partido Comunista se oporá a qualquer ideia ou movimento que comprometa a liderança do PCC. 

Anunciou ainda um plano de duas fases para alcançar a “modernização socialista” — um novo conceito — da China em 2050. 
Não o descreveu em pormenor, disse que se centra em reformas económicas e em medidas ambientais que tornarão a China “próspera e bonita”.

ana.gomes.ferreira@publico.pt

Xi anuncia uma “nova era” que vai consagrar a China como “potência global”

CHINA
JOÃO RUELA RIBEIRO
18 de Outubro de 2017, 18:11






















Xi Jinping durante a abertura do Congresso do Partido Comunista Chinês, com os ex-secretários-gerais, Hu Jintao (esquerda) e Jiang Zemin (direita)

O Congresso do Partido Comunista abriu com três horas de promessas de grandeza e com avisos contra o “auto-isolamento” das grandes nações, sem mencionar Trump. Presidente sugeriu que o modelo chinês pode ser alternativa para outros países.

O Presidente chinês, Xi Jinping, utilizou o discurso de abertura do 19.º Congresso do Partido Comunista para guiar os mais de dois mil delegados – e também o mundo – por aquilo que serão as próximas décadas, durante as quais se inaugura uma “nova era” no desenvolvimento do país. O grande objectivo é fazer da China uma “potência global”.

Foi um discurso extraordinariamente longo (mais de três horas), num tom calmo e monocórdico, contrastando com a confiança e a ambição do seu conteúdo. Xi anunciou a construção de uma “nação socialista moderna” que entra agora numa “nova era” de desenvolvimento. As teses de Xi, que vão ser elevadas a doutrina oficial do PCC no final do Congresso, na próxima quarta-feira, não são uma ruptura com o passado, mas sim mais uma fase na história da República Popular.

“Depois de décadas de trabalho duro, o socialismo com características chinesas entrou no limiar de uma nova era”, declarou o também secretário-geral do partido. Xi não escondeu o carácter transformador que o seu discurso pretende imprimir junto das esferas do poder na China, tendo utilizado a expressão “nova era” 36 vezes durante a sua declaração, diz a Reuters.

O líder chinês prometeu que em 2049, quando se assinalar o centenário da fundação da República Popular, o país “irá posicionar-se de forma orgulhosa entre as nações do mundo” e tornar-se “numa potência global”. “Esta será uma era em que a China irá aproximar-se do palco principal e irá fazer maiores contribuições para a humanidade”, prometeu Xi.

E esse regresso parece estar para breve. A agência Nova China notava  que a China “entrou na era com a maior força nacional conjunta desde as Guerras do Ópio que atiraram a China para as trevas da instabilidade doméstica e da agressão estrangeira”.

A analista Elizabeth Economy disse ao The Guardian que Xi “acredita que para que a China recupere a sua grandiosidade histórica, a sua centralidade no mundo, é necessário um líder forte, e ele é a pessoa ideal para isso”.

Sistema alternativo?

O renovado optimismo deve-se às décadas “de luta incansável” liderada pelo Partido Comunista Chinês e que possibilitaram a elevação de milhões de pessoas da pobreza. E, por isso, a manutenção do sistema é prioritária, com Xi a recusar “copiar mecanicamente os sistemas políticos de outros países”. “Devemos apoiar inabalavelmente e melhorar a liderança partidária para fortalecer o partido”, disse Xi aos delegados.

O secretário-geral foi mais além e disse que o sucesso do modelo chinês mostra que “há uma nova escolha para os outros países”. A linha tradicional da política externa chinesa sempre foi caracterizada pela oposição a “exportações ideológicas”, ao contrário, por exemplo, do que acontecia na União Soviética, mas as palavras de Xi sugerem que Pequim poderá, no futuro, procurar pelo menos inspirar outros países a adoptarem práticas mais próximas das suas.

Uma das principais mensagens veiculadas pelos media estatais nas vésperas do Congresso passou precisamente pela exaltação das vantagens do sistema chinês por oposição à “política ocidental conflituosa e competitiva”.

Apesar de longo, o discurso de Xi não deu indicações de políticas concretas que possam vir a ser seguidas durante o seu segundo mandato. Mas a promessa de ascensão da China a um novo patamar na arena global tem uma continuidade com algumas tendências que se verificaram nos últimos anos e que apontam para uma maior intervenção.

É expectável que a China continue a procurar consolidar a sua posição na Ásia, onde o Mar do Sul tem assumido uma posição central. As reivindicações territoriais de Pequim sobre a quase totalidade do mar meridional colidem com as ambições de vários países vizinhos – apoiados pelos EUA, que pretendem manter a sua influência sobre o Pacífico. Pequim é acusada de estar a "militarizar" a região, através da construção de ilhas artificiais e de patrulhas pela sua Marinha, mas Xi voltou a sublinhar que a China “não representa uma ameaça para nenhum país”. O Presidente dedicou, no entanto, uma frase do discurso a sublinhar o “progresso sustentado” da construção no Mar do Sul.

Outra das pedras basilares da política externa chinesa é a chamada “nova rota da seda”, um conjunto de projectos de construção de infraestruturas em mais de 60 países da Ásia Central, Médio Oriente e África para ligar as grandes metrópoles chinesas à Europa. Xi não falou concretamente da iniciativa, mas defendeu os méritos do comércio livre: “Uma economia aberta irá trazer melhorias, enquanto uma fechada apenas irá ficar para trás.”

A China tem igualmente adoptado um papel cada vez mais determinante nas instituições internacionais, sendo já um dos países que mais contribui com capacetes azuis para missões da ONU. No ano passado, Pequim anunciou também que pretende entregar à ONU mil milhões de dólares ao longo da próxima década.

O clima é outro dos pontos fulcrais para a liderança chinesa e Xi prometeu defender a aplicação das metas de emissões de carbono fixadas pelo acordo de Paris – do qual os EUA saíram por ordem Donald Trump. Sem mencionar o nome do Presidente norte-americano, Xi afirmou que “nenhum país pode dar-se ao luxo de recuar para o auto-isolamento”.

joao.ruela@publico.pt

sábado, 19 de agosto de 2017

"Putin agora é um símbolo sexual apenas para pensionistas e outras histórias russas negligenciadas

ANÁLISE E OPINIÃO
2017/08/14 - 12:36
A enxurrada de notícias de um país tão grande, diverso e estranho como a Federação Russa, muitas vezes parece ser é demasiado grande para que todos possam acompanhar. Mas é preciso haver uma maneira de marcar aqueles que não podem ser discutidos em detalhe, mas que são também indicativos de desenvolvimentos mais amplos para ignorar.


Consequentemente, o Windows on Eurasia cada semana apresenta uma seleção dessas outras e normalmente negligenciadas histórias no final de cada semana. Esta é a 95ª compilação, e é novamente uma questão dupla com 26 da Rússia e 13 dos vizinhos russos. Mesmo assim, está longe de ser completo, mas talvez uma ou mais dessas histórias sejam de maior interesse.


1. Putin agora um símbolo sexual apenas para Pensionistas, Comentador diz
Igor Eidman diz que Vladimir Putin pode mostrar seu peito quantas vezes quiser, mas com a idade, ele está se tornando um símbolo sexual apenas para pensionistas russos, sua base política

Enquanto isso, blogueiros russos e participantes em redes sociais estão rindo da última expedição do líder do Kremlin, desta vez para pegar um peixe, e alguns agora estão fazendo uma pergunta que teria sido impensável no passado: você realmente se importa com a vida pessoal de Putin? 

Um grupo que tem que continuar a cuidar são políticos e funcionários russos: os membros da Duma receberam um livro sobre a vida de Putin, que lembra ansiosamente a pequena pátria de Brezhnev de 40 anos atrás
Alguns sugerem que se trata de criar "Putinism with a human face" antes das eleições.
Mas a deificação de Putin tem uma desvantagem para ele.
Como um comunista de Buryat colocou, se Putin é responsável por tudo, então ele é culpado de tudo o que deu errado.

Outros membros das elites russas estão se tornando cada vez mais crítico do líder do Kremlin, com negócios culpando-o para as novas sanções e do Partido do Crescimento sugerindo que ele não deve correr para um outro termo.

Mas outros são mais otimistas sobre o que Putin é capaz de.
Alguns estão dizendo abertamente que ele estaria bastante preparado para lançar outro Grande Terror se ele se sentir ameaçado.

2. Putin pediu para agradecer o trunfo pelas sanções
A expressão de gratidão de Donald Trump por expulsar os diplomatas dos EUA e assim economizar o dinheiro de Washington fornece um modelo para Vladimir Putin: ele deveria agradecer aos americanos por sanções porque permitiram que o líder do Kremlin reduzisse tantas coisas no orçamento russo.
Mas esta semana, os russos se concentraram em duas coisas sobre o Trmp, além da crise norte-coreana, é claro.

Eles ficaram encantados de que Trump agora esteja usando aviões originalmente destinados a venda para a Rússia, nervoso de que 90% dos americanos, mas não o presidente dos EUA, dizem que a Rússia é uma ameaça para o Ocidente e se divertiu com o chamado pelo Congresso Maxine Walters o impeachment de Putin, confundindo-o com o vice-presidente norte-americano Mike Pence.

3. Navalny estima suas chances de ser assassinado em 50-50
O líder da oposição russa, Aleksey Navalny, diz que ele estima suas chances de ser assassinado em algum momento nos próximos meses, como cerca de 50-50, uma indicação assustadora de quão generalizados os assassinatos políticos na Rússia se tornaram sob Putin.

4. Putin está ficando sem dinheiro para manter Oligarchs felizes
O sistema de Vladimir Putin é construído sobre a corrupção, mas há menos e menos dinheiro para se espalhar; e alguns analistas estão sugerindo que, mesmo se ele parece forte, ele está perdendo o controle sobre setores-chave, onde ele não pode mais comprar o apoio das pessoas.

Uma indicação disso é que várias partes do que tinham sido os nomenklatura fiéis não estão apenas lutando entre si, mas cada vez mais crítico das decisões de pessoal do Kremlin.

5. Quase um terço dos russos dizem que não há necessidade de uma Duma
Uma medida da desinstitucionalização da vida política da Rússia sob Putin é que 30 por cento dos russos dizem agora que não há nenhuma razão para ter uma Duma.

6. Dois terços dos russos pensam que a crise será pior no próximo ano - e os Números apoiá-los
Apesar do hype do Kremlin sobre um pequeno aumento da atividade econômica no último trimestre, dois em cada três russos pensam que a crise não apenas continua, mas vai piorar no próximo ano.
Entre os desenvolvimentos que justificam tais conclusões:
  • A Moody's diz que a fuga de capitais continuará acelerando,
  • Não há mercado para habitação, mesmo depois de cortes de preços significativos por vendedores,
  • Mais da metade dos pensionistas da Rússia não tem dinheiro suficiente para comer ou comprar roupas.
  • A corrupção continua em níveis extremamente elevados e custou à Rússia mais de dois bilhões de dólares nos últimos dois anos corrupção custou à Rússia 130 bilhões de rublos (2 bilhões de dólares americanos) nos últimos dois anos.
  • Os russos agora dizem que seu país é um paraíso apenas para os milionários, mas um horror para todos os outros.
  • Cada quarto russo está trabalhando ou tentando encontrar um segundo emprego para chegar ao fim.
  • E até mesmo as empresas russas mais ricas estão sangrando recursos a taxas sem precedentes.
7. Os russos têm poucas opções de férias neste ano

Esta é a temporada de férias, mas os russos têm menos opções de férias do que nunca. Muitos não podem ir ou são obrigados a trabalhar com eles, outros acham mais barato ir para a Turquia do que para a Criméia, mas estão ficando doentes no primeiro. e muitos estão enfrentando desastres ecológicos no Cáucaso se eles optarem por ir lá, tantos agora são obrigados a fazer. 
Mas onde quer que vá, eles estão reduzindo as lembranças e outras compras.

Alguns dos outros problemas sociais estão recebendo atenção esta semana:
  • O sistema educacional da Rússia está entrando em colapso com o país visto como sendo "uma nação de tolos mal educados",
  • A qualidade e seleção de alimentos nos mercados russos estão em declínio.
  • A vida da cidade está se tornando tão desagradável que alguns russos agora estão contemplando fugir para o campo.
  • E os funcionários, enfrentados a estradas que não atendem aos padrões, agora estão prometendo apenas consertar uma pequena percentagem deles por causa da escassez de orçamento.
8. 50 por cento dos casais russos agora dizem que não querem filhos ou apenas um
A Rússia está agora a ser afetada pela mesma tendência demográfica que atinge outras sociedades modernas. Cada vez menos casais querem crianças ou mais de um, garantindo que a população russa continuará a diminuir por tanto tempo no futuro como se pode ver .

As políticas pró-natalistas estão fazendo pouco para mudar isso, apesar do grande sucesso do Kremlin, e os especialistas argumentam que a única coisa que poderia mudar essa tendência é abordar a pobreza subjacente de forma séria, algo que o regime não tem dinheiro e estômago para fazer.

Enquanto isso, muitos russos sofrem com o programa de otimização da saúde de Putin: as vítimas de HIV nos Urais não podem obter os remédios que precisam para sobreviver e o sistema médico nas áreas rurais continua no caminho do colapso completo, o que significa que as taxas de mortalidade só haverá aumento.

9. Udmurt Head diz que os funcionários devem saber ... 
Na sequência do impulso de Putin para o russo e contra a instrução de línguas não-russas, os líderes regionais estão apostando uma variedade de posições. 
O chefe da república de Udmurt diz que as autoridades precisam aprender inglês, o chefe de Bashkortostan diz que Bashkir deve se tornar um assunto eletivo em vez de um assunto obrigatório, e o Tatarstan anunciou que mesmo os alunos das escolas de língua russa serão testados quanto ao conhecimento de Tatar.

Outras notícias da frente de nacionalidades:
  • Alguns ativistas argumentam que os povos indígenas devem ser pagos pelo Estado por recursos naturais retirados de suas terras,
  • Os povos de Altay estão protestando contra o desenvolvimento da mineração de ouro em sua república,
  • Funcionários da cidade de Moscovo estão se recusando a permitir que crianças de alguns imigrantes frequentem a escola,
  • A nação Selkup está agora até seis alto-falantes reais,
  • Moscovo cortou o financiamento para Daghestani auls e para as celebrações russas Frost Frost,
  • E o crime de rua agora é mais baixo no Cáucaso do Norte do que em qualquer outra parte da Rússia.
10. Moscovo agora tentando ter declarado bíblico Extremista
Embora a lei russa diga que os livros sagrados das religiões tradicionais da Rússia não podem ser encontradas extremistas, os procuradores russos procuram ter uma tradução bíblica preparada pelas Testemunhas de Jeová proibidas nessa base. 
O seu raciocínio? 
A Bíblia das Testemunhas de Jeová não se chama a Bíblia na capa e, portanto, não é protegida pela lei russa.

Mais notícias do setor religioso esta semana incluíram:
  • A prisão de um sacerdote ortodoxo por envolvimento com a prostituição,
  • Uma proposta do Patriarcado de Moscovo para canonizar Anatoly Sobchak, embora seu ex-deputado, Vladimir Putin, não tenha vindo à construção de seu memorial,
  • Um relatório da Yandex de que a busca mais comum entre os russos em metrôs nas manhãs é para orações,
  • E a conclusão de uma igreja armênia em Vladimir que estava em construção há uma década.
11. Mathilda Sparks 'Soft Parade of Sovereignties' na Rússia
O conflito sobre o filme que já será lançado no último tsar provocou o que um comentarista chama de "um suave desfile de soberania" com vários líderes regionais e republicanos que desempenham posições muitas vezes em desacordo com a aprovação oficial de Moscovo.

Os oponentes do filme estão mesmo sugerindo que o filme irá prejudicar o poder do Kremlin no Cáucaso do Norte.

12. Will Burger King Get Naminging Naming Rights em Tyumen?
Porque há um restaurante Burger King em cada extremidade de uma ponte em Tyumen, a corporação está buscando ter a ponte renomeada após ela mesma.

Outros confrontos nas guerras dos monumentos foram menos divertidos:
  • Em Novosibirsk, os stalinistas foram ao tribunal para tentar tirar a estátua de Nicholas II.
  • Em outra cidade, alguém cortou a cabeça de uma estátua de Lenin.
  • Nos Urales, os ativistas estão pressionando os planos para criar um memorial para o Exército Imperial da Rússia.
  • Enquanto isso, em Moscovo, a construção está começando em uma parede em memória das vítimas do GULAG de Stalin.
13. As confissões obtêm condenações, mas alguns começam a falar sobre ser batido para dar-lhes
Como nos tempos de Stalin, as confissões ou denúncias são agora consideradas como padrão-ouro em obter convicções, algo que os tribunais russos agora administram em 99,64 por cento de todos os casos.
Mas alguns que foram torturados para fornecer confissões agora estão falando sobre isso no tribunal.
A maioria dos condenados, no entanto, tem poucas escolhas se forem espancados. 
Em uma prisão de Bryansk, os presos dizem que podem fazer uma greve de fome ou se suicidar em resposta.

O governo russo está se tornando mais repressivo, embora às vezes de maneiras absurdas:

  • Os pioneiros reunidos em Chuvashia foram detidos por supostamente participar de reuniões não sancionadas,
  • Moscovo quer beneficiar pessoas que distribuem jornais e revistas estrangeiros,
  • Aqueles que convocam o referendo, um direito constitucional, estão sendo condenados e enviados para os campos,
  • Em nome da proteção da moral pública, um diretor da escola proibiu as calças para estudantes do sexo feminino,
  • E um tribunal ordenou a edição do filme anti-corrupção da Navalny.
Mas houve pelo menos dois desenvolvimentos positivos nesta área:
  • Um tribunal de Krasnodar puniu a polícia por não ter defendido um escritório de Navalny contra o ataque de lealistas de Putin,
  • E uma corte russa pela primeira vez iniciou um caso contra um negador do holocausto.
14. Pressione para direito de portar armas correndo em resistência
Uma medida da força dos esforços para permitir que os russos transportem armas de fogo, incluindo pistolas, é que a Igreja Ortodoxa Russa já pesou contra a idéia.
Ela diz que tal lei virtualmente daria aos russos o direito de assassinar uns aos outros.

Outras medidas nesta área de segurança doméstica incluíram esta semana:
  • Um aumento nas queixas de que Moscovo está desperdiçando dinheiro no exterior, inclusive na ponte da Criméia, em vez de ajudar os russos em casa.
  • Um argumento de que os combatentes russos nos Donbas são agora melhores do que os radicais ISIS,
  • E a disseminação de grupos de jovens militarizados como o Exército da Juventude.
Autoridades russas também se moveram para levar telefones celulares longe de recrutas para que eles não podem informar sobre abuso contra eles.

15. A Rússia leva mais de duas vezes o tempo para construir um navio de guerra como os EUA fazem
O acúmulo naval muito complicado de Vladimir Putin não acontecerá tão rápido como ele e outros sugerem, de acordo com especialistas de Moscovo que apontam que os estaleiros russos recebem em média mais de duas vezes mais anos - mais de seis do que os estaleiros americanos para construir um Navio. 
Um dos principais motivos é a corrupção maciça.

Três outras iniciativas de segurança estrangeira nesta semana merecem destaque:
  • Moscovo bloqueou e desbloqueou o estreito de Kerch, demonstrando que pode fazer isso à vontade,
  • As forças pró-Moscovo no Donbas vêem o retorno dos refugiados como fonte de novos combatentes para eles,
  • E Moscovo aumentou as reuniões de instituições do Estado união com a Bielorrússia.
16. A equipe russa não está pronta para a Copa do Mundo, mas Aeroflot está muito
A FIFA lançou o último ranking de equipes de futebol. Os restos russos ficaram abatidos na lista em 62, provocando discussões de que não estará pronto para a Copa do Mundo do próximo ano, mas a companhia aérea nacional russa Aeroflot é: já aumentou as tarifas para as cidades da Copa do Mundo.

No entanto, os problemas permanecem em muitos locais russos, incluindo um incêndio importante em um em Taganrog.

Outras notícias esportivas que afetam a hospedagem russa da competição:
  • Moscovo expande a lista de drogas proibidas para tentar chegar ao lado bom da FIFA,
  • Um novo filme no Ocidente destaca como as pessoas de Putin roubaram os Jogos do Sochi
  • Um medalhista olímpico russo se torna um cidadão americano,
  • E os propagandistas de Moscovo dizem que os atletas americanos são os piores abusadores de drogas de todos.
17. Putin não fez nada para a Sibéria, as pessoas lá dizem
Os siberianos dizem que Vladimir Putin apesar de toda a sua conversa não fez nada por eles. 
Em vez disso, ele fez promessas de tornar Vladivostok um porto aberto, mas não o fez e vendeu seu patrimônio para a China.

18. Stalin mais popular do que Lenin porque substituiu o comunismo pelo imperialismo
Um analista sugere que a chave para a popularidade do ressurgimento de Stalin na Rússia é que o ditador soviético substituiu a ideologia comunista de Lenin por ideias nuas imperialistas.

19. Os russos disseram ainda mais fáceis de enganar do que os americanos são
Um comentarista sugeriu que os russos são muito mais fáceis de enganar do que os americanos são, uma das razões pelas quais muitas vezes eles são levados na direção errada por seus líderes.

20. Chinese Near Russian Border Agora cantando músicas russas em chinês
Há poucas coisas que assustam os russos mais do que a possibilidade de os chineses se mudarem para a Sibéria e o Extremo Oriente russo. Esta semana, um relatório pareceu certo para assustar ainda mais: os chineses que vivem perto da fronteira russa agora estão cantando músicas russas, mas só depois de mudar as letras para o chinês.

21. Eekaterinburg tem medo de perder o consulado geral dos EUA
Muitas pessoas em Ekaterimburgo e na região dos Urais temem que eles vão perder o consulado geral dos EUA lá. 
Não só isso vai tornar mais difícil e caro para obter um visto para os EUA, mas este incidente diplomático vai privá-los de um símbolo importante da sua importância relativa para Moscovo.

22. Lavrov invoca a proteção do "código genético" russo como motivo da intervenção de Moscovo na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, diz que Moscovo não teve escolha senão ajudar os russos étnicos na Ucrânia porque tinha que defender "o código genético" da nação russa, uma linguagem conectada com o mais distante da extrema direita entre os nacionalistas russos.

23. "Rússia muito atrasada para ser de interesse para a China"
Alguns no Extremo Oriente da Rússia estão agora dizendo que seu país está "muito atrasado" para ser de grande interesse para a China, exceto como um fornecedor de matérias-primas.

24. Novo filme de comédia musical sobre 'The Death of Stalin' lançado na Grã-Bretanha
No que deve ser o filme político mais escandaloso desde que The Producers incluiu uma peça intitulada "Springtime for Hitler", um diretor britânico produziu uma comédia musical chamada The Death of Stalin.

25. EUA disse para não se arrepender de ter dividido a Rússia Enquanto Yeltsin era Presidente
Os comentaristas russos reagiram à liberação de novos documentos do governo dos EUA sobre a política americana em relação à Federação Russa argumentam que eles mostram que os EUA atualmente lamentam que não dividisse a Federação Russa quando Boris Yeltsin era presidente e o país era muito mais fraco do que hoje.

E 13 mais de países do bairro da Rússia:

1. Alguns ucranianos querem declarar Stalin como herói nacional
Como Stalin adicionou muito território ao seu país, alguns ucranianos querem declarar ele um herói nacional, mas a maioria vê-lo como o assassino de sua nação, como documentado em 110 livros que simplesmente enumeram todos os nomes dos ucranianos que Stalin matou.

2. O comentarista de Moscovo pede que a Rússia reconheça Donbas se os EUA fornecem armas à Ucrânia
Um escritor russo sugeriu que qualquer movimento dos EUA para fornecer a Kyiv armas ofensivas deveria ser atendido pelo reconhecimento de Moscovo da independência do Donbas.

3. O sacerdote ortodoxo russo quer a praia nudista estabelecida na Criméia ocupada
Em outro e um pouco incomum uso russo da Crimeia ocupada, um sacerdote ortodoxo russo pediu o estabelecimento de uma praia nudista na península ucraniana. Na própria Rússia, os nudistas tiveram um tempo muito mais difícil, organizando de forma autônoma, mas não conseguiram obter reconhecimento ou suporte oficial.

4. Lukashenka ficou sem dinheiro para pagar o KGB?
Minsk está cortando o orçamento da polícia de segurança do país, que ainda é conhecida como a KGB e fechando seus escritórios em muitas regiões. Por um lado, isso pode simplesmente refletir as restrições orçamentárias; Mas, por outro lado, tornará mais difícil para Alyaksandr Lukashenka controlar o país ou se opor a movimentos russos contra ele.

5. Oito a dez por cento dos bielorrusos que agora procuram trabalho no exterior
Cerca de um em cada dez bielorrusso está trabalhando no exterior ou quer fazê-lo, de acordo com uma nova pesquisa do Minsk Institute of Sociology.

6. O jornalista não podemos encontrar nenhuma bielorrusso que é a favor da restauração da URSS
Um jornalista bielorrusso olhou, mas não conseguiu encontrar alguém em seu país que queira ver o retorno da União Soviética. 
Marca o 500º aniversário da publicação do primeiro livro em bielorrusso, mais uma indicação de que a língua bielorrussa é muito mais antiga do que Moscovo está disposta a admitir.

7. Imprensa dos armênios para mudar os nomes da era soviética das ruas e escolas
Um número cada vez maior de armênios, irritados com a Rússia pelo que dizem ser uma abordagem pesada para Erevan, querem abandonar nomes soviéticos para as ruas e as escolas e substituí-los pelos armênios nacionais.

8. Lobby armênio ainda mais poderoso do que o Azerbaijano
O lobby armênio nos países ocidentais ainda é muito mais poderoso que o Azerbaijano apesar de ter menos dinheiro para gastar. 
De acordo com alguns observadores, seu poder é superado apenas pelo lobby judeu.

9. Bustos de Stalin aparecem na Abkházia e em um parque de Putin em breve
Pequenos bustos de Stalin estão agora à venda nas lojas da Abkhazia, e fala-se que o Parque Lenin local será renomeado para Vladimir Putin.

10. A Marinha chinesa faz a primeira visita da frota à Letônia
Em um movimento destacando seu novo alcance global e um seguro para desestabilizar muitos em Moscou, a marinha chinesa realizou sua primeira visita de frota à capital letã de Riga.

11. Idade Média no Uzbequistão Agora 28, Acima de 23 em 1991
O crescimento demográfico lento no país mais populoso da Ásia Central aumentou a idade média lá de 23 em 1991 para 28 agora, um aumento que reduz as pressões da população sobre o governo e a sociedade e torna a estabilidade mais provável.

12. Crescimento Explosivo no Islão, Radicalismo no Quirguistão
Houve uma verdadeira explosão no número de mesquitas no Quirguistão, especialmente nas partes do sul do país, e observadores sugerem que Bishkek agora é impotente para impedir a expansão de grupos islâmicos radicais como os Wahhabis.

13. O Cazaquistão atrai a atenção para tirar o anúncio da companhia aérea com hospedeiras nuas
Um dos problemas que muitos países da Eurásia enfrenta é que eles atraem muito mais atenção para as histórias com uma característica visual do que para movimentos mais substantivos. 
Na semana passada, o Cazaquistão era um deles: atraiu a atenção internacional para a supressão de um anúncio para sua companhia aérea nacional mostrando obviamente hospedeiras nuas, mas recebeu pouco aviso para um movimento muito mais importante : Adotou um dos padrões anti-doping mais difíceis no espaço pós-soviético.