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sábado, 21 de julho de 2018

Israel: um novo Estado racista


OPINIÃO
José Pacheco Pereira
21 de Julho de 2018, 6:52
A nova lei da nacionalidade é um golpe no que de melhor tinha Israel, que era ser uma democracia num mar de ditaduras.

Sempre fui amigo de Israel e não só pelas razões que vêm do Holocausto. Era também por outras razões, desde aquelas a que, no tempo da fundação do Estado de Israel, o seu primeiro amigo, a URSS, e o Avante! eram pró-israelitas contra “as monarquias feudais árabes”, até aos eventos mais recentes que colocavam uma pequena democracia armada no meio de inimigos governados por ditaduras, umas mais cruéis do que as outras, mas nenhuma recomendável. Havia muita coisa que era genética no Estado de Israel, fundado por sionistas que eram na sua maioria socialistas, e que tinham ideias utópicas sobre a sociedade, construíram os kibutz no meio dos desertos, e os políticos não usavam gravatas, eram muitas vezes mulheres de força num oceano de homens por todo o lado, Europa e Oriente, e havia uma pulsão igualitária pouco comum. E era um país eficaz pela necessidade absoluta de estar rodeado de inimigos, ia apanhar nazis na América Latina e julgava-os, tinha os melhores serviços de informação, e um exército de cidadãos comandado pelo mérito que os promovia a oficiais.

Claro que Israel tinha também lados negros igualmente genéticos. Para se constituir como Estado expulsara, com a colaboração de muitos dirigentes árabes que lhe fizeram o jogo criando uma situação de alarme, uma parte da população que vivia em cidades como Jaffa, violou até hoje os termos reconhecidos pela comunidade internacional das suas fronteiras com a instalação de colonatos, tinha no seu seio comunidades judaicas tão fundamentalistas como os seus vizinhos muçulmanos, e, nos últimos anos, recorreu a métodos de terrorismo de Estado em várias terras vizinhas a começar por Gaza. Com a direita no poder e Benjamim Netanyahu tudo se agravou e já estão longe as perspectivas de paz assentes na solução dos dois Estados, que estiveram quase a ser consagradas no tempo de Yasser Arafat. Agora não foi sequer a gota de água, foi uma torrente que se abriu com a nova lei da nacionalidade que institui na prática uma situação de apartheid e de racismo.

Quando se pergunta de onde vem o súbito agravamento da situação internacional em vários focos, no Irão, na Coreia do Norte, no Médio Oriente, a resposta é Trump. Não é o único, mas é o principal. Foi ele que deu carta-branca à monarquia absolutista saudita e a Benjamim Netanyahu, e no dia seguinte, ainda o avião presidencial americano voava de regresso, a Arábia Saudita agravou as hostilidades no Iémen, e voltou-se contra o Qatar, e, em Israel, iniciou-se a mais inútil das escaladas com a deslocação da embaixada americana para Jerusalém em desprezo do direito internacional, e o Exército israelita começou a atirar a matar contra manifestantes em Gaza. Duas cartas-brancas e dois conflitos que imediatamente se agravaram, com Trump a colocar-se do lado sunita de uma velha guerra religiosa e geopolítica contra os xiitas, e a bater palmadinhas nas costas do seu “querido Bibi”, envolvido ele e a sua família em escândalos de dinheiros e benefícios próprios.

Como é óbvio, o “querido Bibi” acossado pela Justiça empurrou a actual legislação racista que acaba com os últimos traços de um Estado de Israel que pertencia a judeus e árabes, assente na “completa igualdade de direitos políticos e sociais (...) para todos os seus habitantes”, independentemente de religião, raça e sexo, como se lia na Declaração de Independência de 1948.

Agora, passa a haver uma situação que institucionaliza o estatuto de cidadãos de segunda, aos árabes israelitas, muitos dos quais, aliás, são cristãos, retirou o árabe de língua oficial de Israel e tornou Israel uma variante de Estado mais parecido com a teocracia iraniana. Israel era um pólo cosmopolita numa zona do mundo cada vez mais envolvida em ancestrais conflitos de religião e poder, agora tornou-se mais uma nação do Médio Oriente, mais parecida com os seus vizinhos na sua recusa da democracia e do primado da lei. Esta legislação é racista e num país como Israel implica uma nova forma de apartheid, mas é acima de tudo um golpe no que de melhor tinha Israel, que era ser uma democracia num mar de ditaduras. Mais um passo no caminho da crise mundial das democracias.

Resistam ou vão a caminho da servidão, moderna, tecnológica, “social”, branca, bruta e malévola.

Bruxelas. 4.500 pares de sapatos na rua em homenagem às vítimas da Palestina

Conflito Israelo-Palestiniano, 
29/5/2018, 20:31

São 4.500 pares de sapatos e cada um representa uma vida perdida no conflito entre Israel e a Palestina. 
Expostos em Bruxelas, são uma forma de pressão para que a Europa proteja os palestinianos.

Primeiro-ministro israelita ameaça aumentar ataques contra Gaza, “se necessário”

CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO
Agência Lusa    14/7/2018, 22:18


















O primeiro-ministro israelita ameaçou "aumentar, se necessário, a intensidade dos ataques" contra o Hamas na Faixa de Gaza. 
Dois adolescentes palestinianos nos bombardeamentos de Israel.

O primeiro-ministro israelita ameaçou “aumentar, se necessário, a intensidade dos ataques” contra o Hamas na Faixa de Gaza, onde este sábado morreram dois adolescentes palestinianos nos bombardeamentos de Israel. 
“Decidimos levar a cabo uma ação contundente contra o terrorismo do Hamas. 
O exército infligiu-lhe o golpe mais duro desde [a operação de 2014] Margem Protetora e aumentaremos a intensidade dos nossos ataques quando seja preciso”, afirmou Benjamin Netanyahu.

Para já, morreram dois jovens de 15 e 16 anos atingidos por estilhaços dos bombardeamentos e 25 pessoas ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde palestiniano. 
Netanyahu garantiu que os ataques continuarão até que o movimento palestiniano “entenda a mensagem”, com bombardeamentos sobre dezenas de objetivos, incluindo dois túneis, armazéns e fábricas de armas, centros de treino e outros.

Segundo indicaram responsáveis militares israelitas, trata-se de uma “operação em massa que está a acontecer em Gaza” e é uma represália por ataques contra Israel, nomeadamente “a grande quantidade de explosivos e projéteis incendiários e os ‘rockets'” disparados para Israel.

Ao mesmo tempo que Netanyahu ameaçava reforçar a resposta contra a faixa de Gaza, o Hamas anunciou ter chegado a uma trégua para pôr fim aos ataques de Israel sobre aquela faixa de território, parte de uma operação de grande escala que fez pelo menos dois mortos e 25 feridos palestinianos. 
O acordo terá sido conseguido com a mediação do Egito, afirmou um porta-voz do movimento palestiniano que controla a Faixa de Gaza, Fawzi Barhum, em comunicado, embora Israel ainda não tenha feito nenhum comentário.

Este sábado, três civis israelitas ficaram feridos quando um ‘rocket’ atingiu a sua casa, no sul. 
Segundo o exército israelita, cerca de uma centena daqueles projéteis e granadas de morteiro caíram hoje sobre Israel vindas da Faixa de Gaza.

Hamas anuncia ter chegado a trégua para acabar com ataques israelitas sobre Gaza

CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO
Agência Lusa     15/7/2018, 9:31
Israel admitiu que fez os maiores ataques aéreos em Gaza desde a campanha de 2014 contra o Hamas


















O Hamas diz ter chegado a uma trégua para pôr fim aos ataques de Israel sobre a faixa de Gaza. 
Um acordo que terá sido conseguido com a mediação do Egito.

O Hamas anunciou este sábado ter chegado a uma trégua para pôr fim aos ataques de Israel sobre a faixa de Gaza, parte de uma operação de grande escala que fez pelo menos dois mortos e 25 feridos palestinianos.

O acordo terá sido conseguido com a mediação do Egito, afirmou um porta-voz do movimento palestiniano que controla a Faixa de Gaza, Fawzi Barhum, em comunicado, embora Israel ainda não tenha feito nenhum comentário.

Israel admitiu este sábado que fez os maiores ataques aéreos em Gaza desde a campanha de 2014 contra o Hamas. 
O primeiro-ministro israelita ameaçou “aumentar, se necessário, a intensidade dos ataques”, que chamou “uma ação contundente contra o terrorismo do Hamas”.

Dois jovens de 15 e 16 anos atingidos por estilhaços dos bombardeamentos e 25 pessoas ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.

Netanyahu garantiu que os ataques continuarão até que o movimento palestiniano “entenda a mensagem”, com bombardeamentos sobre dezenas de objetivos, incluindo dois túneis, armazéns e fábricas de armas, centros de treino e outros.

Segundo indicaram responsáveis militares israelitas, trata-se de uma “operação em massa que está a acontecer em Gaza” e é uma represália por ataques contra Israel, nomeadamente “a grande quantidade de explosivos e projéteis incendiários e os ‘rockets'” disparados para Israel.

Três civis israelitas ficaram feridos este sábado quando um ‘rocket’ atingiu a sua casa, no sul. 
Segundo o exército israelita, cerca de uma centena daqueles projéteis e granadas de morteiro caíram sobre Israel vindas da Faixa de Gaza.

Quatro palestinianos morrem em “ataque de grande escala” da força aérea israelita

ISRAEL
Diogo Lopes    20/7/2018, 20:55


















A investida desta sexta-feira surge depois de vários meses de tensão junto aos gradeamentos que separam Gaza de Israel. 
Telavive acusa o Hamas de estar por detrás dos protestos que levaram ao ataque.

Pelo menos quatro palestinianos morreram esta sexta-feira na sequência de um “ataque em grande escala” lançado pela força aérea israelita contra alvos militares do Hamas em Gaza. Segundo a CNN, que cita uma declaração do exército israelita, a operação militar teve lugar esta sexta-feira.

As forças de defesa israelitas afirmam que o ataque foi uma resposta ao incidente em que vários soldados israelitas foram alvejados durante uma manifestação palestiniana, na zona do gradeamento que separa Israel de Gaza.

As baixas entre os palestinianos foram confirmadas pelo gabinete do Ministro da Saúde Palestiniano. 
Ainda não há dados concretos sobre as baixas registadas no lado israelita.

O clima de tensão tem vindo a aumentar ao longo dos últimos meses, já tendo sido registados alguns episódios de violência. 
Nas últimas semanas, forças palestinianas têm tentado atacar território israelita ateando fogos, com recurso a balões ou a papagaios lançados a partir de Gaza.

Nas últimas semanas têm vindo a acumular-se as acusações de uso excessivo de força por parte das tropas israelitas, alegações que têm sido negadas por Telavive.

Fontes oficiais em Israel defendem que o Hamas tem orquestrado estes protestos e que a resposta das autoridades israelitas passam, sobretudo, por restrições mais apertadas ao fluxo de mercadorias que entram ou saem dos territórios ocupados.

Israel e Hamas acordam um cessar-fogo

CESSAR-FOGO
Agência Lusa   21/7/2018, 1:05









Israel e o Hamas acordaram um cessar-fogo, após a escalada de violência de sexta-feira, que provocou cinco mortos, anunciou um porta-voz do grupo islamita,

Em comunicado, o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, atribuiu o cessar-fogo aos esforços do Egito e das Nações Unidas.

Na sexta-feira, a escalada de violência em Gaza provocou a morte de quatro palestinianos e de um israelita.

Desde 30 de março que os palestinianos protestam regularmente no setor fronteiriço para denunciar o bloqueio imposto em Gaza e exigir o regresso dos refugiados palestinianos expulsos ou que fugiram das suas terras em 1948, no decurso da formação do Estado de Israel. 
Mais de 130 palestinianos, a maioria desarmados, foram mortos por fogo israelita desde o início dos protestos. 
Entre os israelitas há a registar a morte de um soldado.